Cresce o combate ao mau hálito (16/10/2005) Valeparaibano Campanha tenta divulgar as causas da halitose, que atinge 30% da população
O assunto nunca foi tão discutido quanto nos últimos tempos. Seja em uma entrevista de emprego, seja no namoro ou em uma simples conversa com um amigo, se ele está presente é sinônimo de mal-estar. Não estamos falando de alguma pessoa ou fato estranho, mas sim de uma doença que causa diversos incômodos: a halitose ou mau hálito.
Os números indicam que mais de 30% da população brasileira sofre do problema. Entre as causas, basicamente estão as de origem na alteração salivar, nas deficiências nutricionais, nas carências de vitaminas e nos tipos de alimentos ingeridos. Outra fonte do mau hálito é a higiene bucal deficiente.
"É importante ressaltar que as principais causas mais de 90% estão na cavidade bucal, sendo as principais, em ordem de importância, a saburra lingual (parte esbranquiçada no final da língua), as doenças gengivais e os cáseos amidalianos (massinhas semelhantes à saburra lingual, só que nas amídalas)", afirma Eduardo Pedrazza Dutra, de São José dos Campos, que é presidente da ABPO (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca).
O problema do mau hálito está tão em evidência que há cinco anos, no dia 22 de setembro, é comemorado o dia nacional de combate ao mau hálito. De acordo com Pedrazza, a data foi escolhida para coincidir com a entrada da primavera, já que esta é a estação do perfume das flores que se opõe ao mau cheiro exalado pelo hálito alterado.
COMBATE - Em São José dos Campos, o dia 22 de setembro foi marcado por campanhas de esclarecimento e orientação da população sobre o assunto. Dois shoppings da cidade receberam profissionais que distribuíram panfletos e conversaram com as pessoas que se interessaram em esclarecer dúvidas.
"Além disso, agendamos alguns pacientes interessados em realizar a medição gratuita do hálito por meio de um aparelho específico", conclui Pedrazza.
Bafo pode ser denunciado pela Web
Como avisar um parente ou amigo que ele tem mau hálito? Como superar o constrangimento na hora de dar essa incômoda notícia? A ABPO (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca) criou uma maneira de superar a barreira do constrangimento para quem precisa comunicar isso a outra pessoa.
No site da associação o www.abpo.com.br há um ícone de nome "SOS Mau Hálito", no qual as pessoas podem informar o nome e o e-mail da pessoa que deve ser alertada. O site envia a mensagem com o aviso e com informações sobre prevenção e tratamento da halitose. O serviço é gratuito e o remetente não precisa se identificar.
GRAVIDADE - A falta de informação sobre o problema leva as pessoas a não darem a devida importância à doença. E o mau hálito não tratado pode ter como conseqüência outras doenças ainda mais graves.
"É muito comum os pacientes que possuem halitose apresentarem amidalite recorrente (inflamações e/ou infecções de garganta) doenças gengivais e gastrite", alerta o presidente da ABPO, Eduardo Pedrazza. Voltar |